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MECÂNICA ONLINE® | Março - 2012 - ENGENHARIA | CONHEÇA OS CDS INTERATIVOS E MULTIMÍDIA MECÂNICA ONLINE®
Como garantir a segurança dos cabos de aço
Artigo por Wagner Moraes

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         A questão da segurança dos cabos de aço nunca esteve tão em evidência como nos últimos tempos. Casos como o rompimento no musical Xanadu, no Rio de Janeiro, e a falha de um equipamento de rapel que matou uma mulher em São Bento do Sapucaí, interior de São Paulo, colocaram em dúvida a eficácia de um sistema tão utilizado no cotidiano. Nas indústrias, eles estão presentes em sistemas de guinchos, gruas e guindastes, por exemplo, sem contar as demais aplicações. Além disso, contamos com essa tecnologia em máquinas que fazem parte do dia a dia de qualquer pessoa, como elevadores, mecanismos automotivos e, até mesmo, em operações médicas como, por exemplo, a colocação de um catéter.

Criados em 1834, pelo alemão Wilhelm August Julius Albert, os cabos foram desenvolvidos para substituir as correntes utilizadas nas minas de carvão. Inicialmente, eram formados por três pernas, nome dado a um conjunto de arames trançados, sendo cada uma feita com apenas quatro arames. Nesse momento, os cabos não possuíam “alma”, uma parte central da estrutura atual, que pode ser composto por fibras naturais ou aço. Com o passar dos anos, notou-se que os materiais utilizados eram fracos e possuíam baixa durabilidade e, por isso, vieram os aprimoramentos. Atualmente, existem diversos modelos, cada um desenvolvido para atender da melhor forma possível as necessidades específicas.

No entanto, os cabos de alta resistência precisam de um complemento indispensável para o bom funcionamento: manutenção periódica. Por isso, é preciso seguir à risca as normas de uso adotadas pelo fabricante, afinal, os produtos são testados para que sua utilização aconteça dentro de padrões estabelecidos. Entre os pontos mais básicos de atenção estamos falando da carga segura de trabalho versus carga transportada e a vida útil, pois é natural que com o passar do tempo ocorra desgastes (arames rompidos, deterioração da alma, fadiga dos arames) e surja a necessidade de substituição. Uma sugestão é fazer uma inspeção frequente e checar detalhes básicos como: pontos de corrosão, fios partidos e sobreposição de arames. Além disso, é importante que um profissional qualificado realize inspeções periódicas e analise o comprimento total dos cabos. Neste caso, é importante também inspecionar a instalação dos cabos (tambores e polias) em cada tipo de maquinário.

Pensando na segurança, no caso dos guindastes e elevadores, por exemplo, onde os cabos estão em contato constante com a roldana e extremo esforço de flexão, é exigido que os fabricantes realizem testes de resistência à fadiga, fator chave para determinar a vida útil de um cabo de aço. Durante o teste, é simulada a operação do cabo até que se alcance o grau de rejeição para seu descarte, conforme determinado pela norma ISO 4309. Depois disso, os testes são realizados até que os cabos se rompam, assim é possível definir com mais precisão o número de ciclos que poderão ser realizados pelo produto dentro dos padrões de segurança.

Quando falamos em cabos de elevação, uma das preocupações é a resistência dos arames e consequente carga de trabalho. Para garantir a qualidade do produto, o fabricante submete os cabos a um peso cinco vezes maior e determina o fator de segurança. A carga total a ser içada nunca deverá ultrapassar a carga de ruptura efetiva. Também é importante conferir se em condições normais de trabalho os cabos de elevação sofrem batidas ou atritos contra o equipamento e, caso eles tenham algum contato, é necessário que sejam instalados protetores para minimizar os danos.

Na verdade, na grande maioria dos casos, o problema não está nos cabos de aço, quando adquiridos de fornecedores de qualidade, mas, sim, na forma de utilizá-los e na manutenção do material. O importante é estar ciente de que o seu uso exige cuidados específicos e atenção redobrada. Avalie a sua estrutura e busque soluções que se melhor se adaptam ao projeto, pois existem diversos padrões de cabos e cada um com uma finalidade especifica.

Artigo por Wagner Moraes é diretor do Grupo Citra, empresa consolidada no mercado de importação, exportação e comercialização de cabos de aço e soluções que otimizam os negócios de seus clientes. Em 2012, o Grupo Citra completa 25 anos. O Grupo atua nos setores de indústria do petróleo, portos, mineração, siderurgia, metalurgia do pó, ferroviário, agricultura e tratamento de superfície.

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