Galeria EcoSport
 
 
 
 
 
 
 

RODAMOS
EcoSport 2.0 XLT
Modelo é oferecido em três versões de motores: 1.0 Supercharger, 1.6 e 2.0
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EcoSport         Conhecida mundialmente pelos SUVs que fabrica, o investimento da Ford no segmento de utilitários no Brasil era quase nulo, quando oferecia apenas o modelo Explorer em pequenas quantidades.

Como forma de recuperar o tempo perdido a Ford lançou no Brasil o EcoSport, um modelo com três motorizações e ao todo cinco versões: o 1.0 é vendido apenas na versão de acabamento XL, a mais simples, e o 2.0, na top de linha XLT. O 1.6 terá as duas versões, mais a intermediária.

Antes mesmo de entrar no EcoSport destaque para a carroceria, um ponto forte do modelo. As linhas retas e simples da carroceria agradam de primeira. Na parte frontal o modelo torna-se mais agressivo, enquanto na lateral e na traseira o desenho torna-se mais sóbrio. No visual, o EcoSport aparenta ser maior que na fita métrica. Derivado do novo Fiesta, ele é 32 centímetros mais comprido, 6 mais largo e 12 mais alto. Mas, na distância entre os eixos, conta com os mesmos 249 centímetros.

Domínio da estrada - Ao dirigir o EcoSport o motorista tem a seu favor a boa altura e visão durante a condução. O espaço interno é amplo. As superfícies planas do painel e o grande pára-brisa deixam os ocupantes à vontade.

Todas as versões têm os mesmos equipamentos básicos: direção hidráulica, volante com ajuste de altura, vidros verdes e imobilizador antifurto são comuns à linha, assim como os recursos que poderíamos chamar de estruturais, que afetam o comportamento do carro. A suspensão é McPherson na frente, montada num subchassi, e eixo de torção na traseira. Os pneus são de medida 205/65 R15. Os três modelos adotam a caixa de câmbio IB5 (no 2.0 é a IB5 Plus, com um reforço para o torque maior) e as relações de marchas guardam semelhanças, com primeira e segunda curtas, terceira “normal” e quarta e quinta alongadas.

Até os mostradores são iguais. Nesse ponto, há uma crítica que vale para todos. Nenhum dos conta-giros possui a indicação da faixa vermelha. Será que a Ford estava querendo economizar com os instrumentos? (Como cada motor tem uma faixa de rotação máxima diferente, ela teria de encomendar três tipos de conta-giros, cada um com sua respectiva faixa.) Segundo a empresa, não. O motivo seria estético. Mas – você deve estar pensando – a área vermelha é tão bonitinha, dá até um ar de esportividade. Nós concordamos. E não é só isso. A faixa existe para avisar qual o limite do motor. Além de ser útil para garantir a integridade mecânica, informa quanto o motor tem de fôlego durante uma ultrapassagem, por exemplo.

O pacote XL traz os itens acima de série e ar-condicionado, airbag para o motorista e protetor de cárter como opcionais. O pára-choque é preto e, para conseguir outra cor nessa versão, só se mandar pintar fora da fábrica. Para a XLS – que, vale relembrar, só existe no 1.6 – a Ford reservou como de fábrica ar-condicionado, vidros elétricos, faróis de neblina, brake-light, bagageiro e preparação para som. Seus opcionais são airbag para o motorista e protetor de cárter, entre outros. Duplo airbag está disponível apenas nos XLT, como item de série. Além disso, o top de linha incorpora rodas de alumínio, pára-choques na cor da carroceria e ABS (apenas na 2.0). O comprador pode pedir bancos de couro, CD player e protetor de cárter, que deveria ser de série em qualquer modelo que pretende pegar estrada de terra. A montadora promete disponibilizar acessórios como estribos e quebra-matos, a serem vendidos nas concessionárias.

O EcoSport convive bem com lombadas, valetas e buracos de rua. Graças ao vão livre da carroceria em relação ao solo – que é sempre o mesmo –, ele passa sem sofrer arranhões (pelo menos nos obstáculos de tamanho regular).

Os engenheiros da Ford desenvolveram uma suspensão para o EcoSport que garante o carro na terra, sem a truculência típica dos SUV. Basicamente, eles adotaram uma capacidade de carga de automóvel (450 quilos), que exigiu menos rigidez no sistema. Essa busca do balanço perfeito entre dentro e fora de estrada não foi simples. A Ford afirma ter gasto cerca de 40 meses no desenvolvimento do EcoSport, e boa parte desse tempo foi despendida quebrando a cabeça com a dirigibilidade do jipinho. Além da suspensão, os engenheiros reforçaram o monobloco para aumentar a rigidez da carroceria, o que proporciona mais equilíbrio ao conjunto e conforto para quem quer entrar em uma curva com o pé embaixo. A rigidez torcional da carroceria do EcoSport aumentou quase 50% em relação ao Fiesta.

Dirigir o EcoSport permitiu mostrar as facilidades no controle direcional. Manter o controle do jipinho em curvas e mudanças rápidas de direção não comprometeu a trajetória. Para quem deseja colocar na estrada, vale lembrar que por enquanto o EcoSport só possue tração 4x2. O desafio de se mostrar um autêntico jipe fica para o futuro 4x4.

O que diferencia o comportamento de um EcoSport para outro, no dia-a-dia, é a motorização. Para muitos que não acreditaram na versão 1.0 Supercharger o motor surpreende. Na estrada o Zetec RoCam 1.0 SOHC de 95 cavalos e oito válvulas chega a 120km/h com o giro em 4000 rpm, gerando um barulho considerável. Mas na cidade, o comportamento é considerável. O motorista deve atentar para manter o giro do motor na faixa das 2000 rpm para que o EcoSport tenha melhor desenvolvimento.

Com o Zetec RoCam SOHC 1.6, de 98 cavalos e oito válvulas, as arrancadas são mais satisfatórias. O motor trabalha com mais folga, vibra menos e produz menos ruído. Mas o desempenho do carro ainda é de bom moço. Falta o entusiasmo que se espera de um jovem dado à prática de esportes radicais. O EcoSport acelera de 0 a 100 km/h como uma S10 2.8 Turbodiesel 4x2, com o tempo de 14,6 segundos.

O Duratec 2.0, de 143 cavalos e 16 válvulas, representa melhor a categoria de utilitários esportivos. Conduzir o EcoSport 2.0 é um grande prazer. Sobra torque na cidade e potência na estrada. O motorista encontra força no momento em que precisa. Assim a condução é mais relaxada e agradável. Na pista, o EcoSport 2.0 se compara a um foguetinho como o Stilo Abarth 2.4 20V, fazendo de 0 a 100 km/h em 9,7 segundos. Ou ainda se alinha a um Polo 1.6, quando o assunto é a retomada de velocidade, com 21 segundos nas passagens de 40 a 100 km/h, em quinta marcha.

Apesar de ter um conceito específico, de utilitário esportivo, o EcoSport consegue ser generalista. Com espaço de perua e minivan compacta, porte de picape e estilo de jipe, que consegue fazer sucesso de um modo geral entre as pessoas que possuem peruas, sedã, e até mesmo hatches.

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Raio-X da versão testada: 2.0 XLT

Poderíamos considerar o EcoSport um utilitário-esportivo arrojado que consegue conquistar adeptos das mais distintas idades. Um reforço no visual é a presença do estepe fixado na tampa do porta-malas. Analisando a versão disponibilizada pela Ford, no quesito acabamento o novo modelo da ficou devendo um pouco. O acabamento é simples com materiais típicos de um carro popular. Parafusos à mostra e ausência de interruptores da luz interna nas portas traseiras.

De uma maneira geral o interior do EcoSport é agradável. O painel de instrumentos e as linhas quadradas remetem ao Ford Fiesta. A opção de acabamento em couro dos bancos e painéis internos das portas dá um toque de sofisticação ao veículo.

O EcoSport possui espaço suficiente para agradar até os grandalhões. O modelo oferece bastante espaço para as pernas e cabeças. Mesmo quem sentar no centro do banco traseiro ficará bem acomodado.

Os comandos do painel, similares aos do Fiesta, são de fácil acesso e bem dimensionados. Outro ponto positivo do modelo é seu vasto espaço para objetos. Destaque para o porta-treco junto ao teto e o porta-garrafa no console. Para o motorista o modelo oferece ajustes de altura do volante e do banco. Os marcadores de combustível e temperatura digitais são exibidos em uma tela de cristal líquido.

O porta-malas, de 296 litros de capacidade, é acessado pela tampa traseira que abre-se para a esquerda. Entretanto essa forma de abertura não é tão prática nas cidades, pois necessita de muito espaço atrás do carro para realizar a abertura completa.

O EcoSport 2.0 sai de fábrica recheado de equipamentos: air bag duplo, freios com ABS, direção hidráulica, ar-condicionado, trio elétrico, coluna de direção e banco do motorista com regulagem de altura, limpador/lavador/desembaçador traseiro, imobilizador antifurto, relógio digital, aviso sonoro de faróis acesos, tomada de força no bagageiro e preparação para som. Como opcionais estão apenas os bancos e portas revestidos em couro e o rádio/CD player com função de viva-voz para celular.

Por se tratar na versão top de linha o EcoSport XLT merecia ítens como: temporizador e função um-toque dos vidros elétricos, travamento automático das portas, computador de bordo, comando interno da tampa do tanque de combustível e teto solar, para atender a proposta aventureira do modelo.

A versão avaliada foi a XLT, equipada com o motor Duratec de 2.0, 16 válvulas. Esse propulsor, o mesmo do novo Mondeo, rende ao EcoSport 143 cavalos. Potência suficiente para garantir desempenho esportivo ao modelo. Esse motor proporciona ao utilitário da Ford ótima desenvoltura em baixas rotações, garantindo uma condução agradável no trânsito urbano. As relações de marcha curtas garantem retomadas extremamente rápidas. Entretanto o nível de ruído ainda é alto.

O consumo não é um ponto forte do motor 2.0 que equipa o EcoSport. Em nosso teste o modelo consumiu 7,1 km/litro na cidade e 11,6 km/litro na estrada. Desta forma, como o tanque de combustível suporta apenas 45 litros, e a autonomia fica bastante limitada.

Por não ser equipado com tração 4x4 o EcoSport restringe as investidas fora-de-estrada em passeios por caminhos de terra e trilhas bem leves. Entretanto pesquisas da Ford revelam que o uso off-road não é o objetivo os consumidores do modelo. Desta forma o EcoSport atende totalmente a seu público pois proporciona ótima dirigibilidade nas ruas e estradas (esburacadas), podendo realizar algumas peripécias no fora-de-estrada.

Especificações do Ecosport 2.0 XLT

motorMotor
Dianteiro, transversal, 4 cilindros em linha, 16V
Cilindrada - 1999 cm3
Diâmetro x curso - 87,5 x 83,1 mm
Taxa de compressão - 10,1:1
Potência - 143 cv a 6000 rpm
Potência específica - 71,5 cv/l
Torque - 19,2 kgfm a 4500 rpm

Câmbio
Manual de 5 marchas, tração dianteira
1», 3,55;
2», 2,05;
3», 1,41;
4», 1,11;
5», 0,88;
Ré, 3,62;
Diferencial, 4,07:1
Rotações a 100 km/h em 5» marcha - 3000 rpm

Carroceria
Dimensões
Comprimento, 423 cm;
altura, 162 cm;
largura, 173 cm;
entre-eixos, 249 cm
Tanque - 45 litros
Porta-malas - 281 litros
Peso - 1220 kg
Peso/potência - 8,5 kg/cv

Suspensão
Molas helicoidais e amortecedores
Dianteira - Tipo McPherson
Traseira - Semi-independente
Direção
Pinhão e cremalheira, com assistência hidráulica
Freios
Disco na dianteira e tambor na traseira
Rodas e pneus
Liga leve, aro 14; Pirelli P4 Cinturato 205/65 R15

EcoSport cedido pela Ford do Brasil
Análise e testes: Tarcisio Dias

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