JANEIRO l 2005 l AVALIAÇÃO MECÂNICA ONLINE l HONDA CIVIC SEDAN EX 1.7 VTEC
Espaço interno e motorização são destaques na linha Civic 2005
Carroceria foi completamente redesenhada buscando satisfazer as opiniões e sugestões dos clientes pesquisados em todo o mundo. Destaque para o assoalho plano na parte traseira, liberando espaço precioso para as pernas. Mecânica confiável e estabilidade também são pontos altos do modelo avaliado pela Mecânica Online.

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Galeria de FotosApós o lançamento da sexta geração do Honda Civic, a Honda montou um centro de pesquisas no Japão para coletar as opiniões e sugestões dos donos do modelo por todo mundo. O desafio era o de fabricar um modelo "sob medida" com características mundiais. Como resultado dessa pesquisa você vai conhecer em detalhes a sétima geração do Honda Civic, que para os brasileiros já chegou agradando: passou a oferecer em todas as versões do modelo CD Player de série, uma mordomia que nenhum outro carro do mercado na sua categoria oferece.

O modelo que é produzido na fábrica localizada em Sumaré, interior de São Paulo, tenta uma nova cartada para reconquistar o mercado. O Civic ficou com uma aparência mais esportiva e sua carroceria foi totalmente redesenhada, destacando-se a grade dianteira e o conjunto óptico. O capô está com vincos mais acentuados e os pára-choques redesenhados deixaram o modelo mais robusto. Na traseira as lanternas mais altas chamam à atenção.

Buscando agradar ao perfil mundial, a Honda colocou o Civic na Clínica de Estética. Puxa daqui, estica dali, e o Civic encurtou 1,5 cm no comprimento, permitindo assim mais espaço para quem viaja no banco de trás, que ganhou 4,9 cm a mais para as pernas. E o porta-malas tem 65 litros a mais de capacidade, segundo o fabricante.

Internamente, o desenho do painel, portas e bancos também foram modificados, mesmo que mantendo o estilo da versão anterior. No painel de instrumentos há novas indicações luminosas que avisam quando as portas estão abertas, os cintos de segurança desatados e o nível de combustível entrando na reserva. O comando das travas das portas trocou de lugar e posiciona-se agora junto à maçaneta do motorista. E, para acionar o ar-condicionado, em lugar de botões de apertar e comandos deslizantes, foram instalados controles giratórios, que facilitam o manuseio.

A maioria dos comandos está localizada no mesmo lugar, o que passa a sensação de familiaridade ao motorista que já conhece o carro de outra geração. No console, entre os bancos, encontram-se dois portas-copos e dois porta-objetos. O tecido e a padronagem dos bancos são os mesmos da geração anterior, mas a estrutura dos bancos permanece a mesma. Na hora de abastecer e abrir o porta-malas do veículo, o motorista passa a contar com uma única alavanca próxima ao banco do motorista. Para baixo abre-se o tanque e para cima o porta-malas. As indicações estão em português e com um pouco de prática o motorista logo se acostuma.

Galeria de FotosPara quem viaja no banco traseiro, a principal novidade é o assoalho plano. Os projetistas da Honda eliminaram o túnel que passa entre os assentos, liberando um espaço precioso para as pernas. O segredo foi desviar o cano do escapamento para a lateral da carroceria, redesenhando a traseira do monobloco. Mas o banco de trás tem configuração só para duas pessoas: na parte central existe uma elevação que não serve de assento. Dessa forma, a vida de um terceiro passageiro não é muito fácil.

As alterações estruturais da carroceria acarretaram mudanças importantes na mecânica. Como o espaço ficou menor na dianteira, onde vai o motor, e na traseira, onde está o porta-malas, as suspensões e o sistema de direção tiveram de ser totalmente redesenhados. Na dianteira, saiu de cena o sistema de suspensão "double wishbone", de duplos braços triangulares, e entrou o tradicional McPherson. A vantagem deste sistema é ser mais compacto, mas, como tem menos articulações, tende a ser menos eficiente na manutenção da posição das rodas.

Por isso, os engenheiros trocaram também o sistema de direção. Na traseira, a suspensão continuou com duplos braços triangulares, mas em dimensões mais compactas. Na prática, o resultado foi bom. Ao rodar, a suspensão apresentou-se firme. Mas continuou confortável. O Civic roda macio e as irregularidades do piso são absorvidas sem produzir desconforto nos ocupantes do veículo. Durante o teste na pista, o novo Civic demonstrou ser um carro bastante equilibrado e de comportamento neutro nas curvas. Vale destacar que o modelo é bastante estável.

Com a dianteira mais curta, os engenheiros da Honda tiveram de reforçar a estrutura da carroceria, para assegurar maior resistência e melhor dissipação de energia em caso de acidentes. Com isso, houve um ganho na rigidez do monobloco como um todo, o que contribuiu para o equilíbrio do carro. E, ao contrário do modelo anterior, o novo Civic não bate mais a parte inferior da dianteira nas valetas e lombadas. Como benefício secundário, houve uma redução no nível de ruído interno. Contribuem para isso a adoção de novos coxins hidráulicos para o motor e a aplicação de revestimentos no assoalho e nas colunas da carroceria.

Na sexta geração, o Civic era oferecido no Brasil com duas motorizações: 1.6 de 106 cv e 1.6 VTEC de 127 cv. Na sétima, a cilindrada desses motores foi aumentada para 1.7 e a potência foi para 115 cv e 130 cv, respectivamente. O torque também cresceu de 14,2 kgfm para 15,2 kgfm no motor 1.7 e de 14,8 kgfm para 15,8 kgfm, no 1.7 VTEC.

Galeria de FotosMas não foi só isso que melhorou. Com a programação eletrônica refeita, agora os motores entregam mais força e com mais rapidez. No caso do motor 1.6 VTEC, o torque disponível a 2000 rpm era de 12,4 kgfm e só atingia o valor total a 5500 rpm. No novo 1.7 VTEC, o torque chega a 13,8 kgfm a 2000 rpm e alcança o valor máximo a 4800 rpm. Com esse rendimento, a Honda espera acalmar os ânimos dos consumidores que reclamavam do desempenho do carro.

Nota-se que a partir dos 3000 rpm o motor Honda fica cada vez mais esperto e responde rápido aos comandos do pé no acelerador. Em relação ao consumo, o Honda também fez bonito. Obteve as médias de 11,2 km/l na cidade e 13,81 km/l na estrada, sem ar-condicionado.

Os motores do Civic são feitos em alumínio (bloco e cabeçote), têm quatro cilindros em linha e 16 válvulas. No caso específico do VTEC, existe um sistema eletrônico que controla a abertura das válvulas de acordo com as condições de uso. Com esse recurso, consegue-se mais torque nas baixas rotações e potência nas altas.

Na hora de dirigir o modelo destaque para direção que é leve e o carro que obedece prontamente aos comandos. A transmissão automática funciona bem e a troca de marchas acontece de forma suave. O volante disponibiliza ajuste de altura e com o avanço da cabine fica a impressão que o tamanho do vidro dianteiro aumentou quando comparado com a versão anterior, o que de fato não aconteceu.

A versão avaliada pela Mecânica Online foi a top de linha EX Automática, completa com todos os opcionais de série, inclusive piloto automático com comando no volante, bancos revestidos em couro, CD-player, regulagem de altura no volante, ajuste lombar, ar-condicionado, direção hidráulica e travas das portas com controle remoto elétrico.

Quando o assunto é sofisticação o Honda Civic ainda deixa um pouco a desejar. Apesar de estarmos com a versão Top sentimos falta de um computador de bordo no modelo como também a falta de um temporizador para fechar os vidros. Assim que você tira a chave da ignição à operação pára. Nota-se que o modelo ainda mantém o seu perfil conservador, e a tecnologia demora um pouco mais para fazer parte do mesmo. Sentimos também falta de uma iluminação de cortesia na pala do pára-sol, junto ao espelho, o que as mulheres mais utilizam quando estão atrasadas para aquela festinha à noite. Mas esses detalhes como o mesmo nome já diz, são apenas detalhes.

Luxuoso, espaçoso, bonito, veloz e econômico, assim é o Civic 2005 que tem todos os quesitos que um carro líder de vendas precisa ter. Mas já há algum tempo ele está em segundo lugar em vendas na categoria dos sedans médios. Em 2002 o Civic fechou o ano em primeiro lugar, mas de lá pra cá o Corolla assumiu a ponta e passou a ser o mais vendido da categoria.

Confira os detalhes da versão avaliada
Slide Show - Avaliação Mecânica Online

Honda Civic EX cedido pela Honda Automóveis
Apoio: Concessionária Honda Autoline
Análise e testes: Tarcisio Dias

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