2006 l MAIO l LANÇAMENTOS

New Civic: elegância, esportividade e nova motorização
Oitava geração passa por evolução total e apesar de ser o mesmo carro produzido em 11 países, ganha características brasileiras, destacando mais esportividade, elegância e motorização. Equipe da Mecânica Online conferiu de perto todos os detalhes e mostra para você o que mudou no Honda Civic.

HONDA CIVIC
Sucesso ao longo
de gerações


1ª - 1972-1979

Em plena Crise do Petróleo, é lançado o Honda Civic com o motor CVCC, de reduzidos níveis de emissões e consumo, e a primeira geração da transmissão automática variável, então chamada Hondamatic.


2ª - 1980-1983
O motor CVCC-II aumenta ainda mais a eficiência da combustão e diminui o consumo, enquanto uma sobremarcha passa a equipar o Hondamatic.


3ª - 1984-1987
As tecnologias que surgem na Fórmula 1 passam a beneficiar o desenvolvimento do motor, e o aproveitamento do espaço interno é significativamente racionalizado, com um habitáculo maior, resultando em menor área dedicada a equipamentos e sistemas.


4ª - 1988-1991
Estréia da tecnologia VTEC, em um motor 16 válvulas, e suspensões independentes double wishbone nas quatro rodas.


5ª - 1992-1995
Design futurista e aerodinâmica de alta eficiência, com a opção de um VTEC de 160 cv e o uso extensivo de matérias-primas recicláveis.


6ª - 1996-2000

Motor VTEC com funcionamento em três estágios e a segunda geração da transmissão automática variável, a atual CVT. A versão brasileira é lançada em outubro de 1997.


7ª - 2001-2005
Adoção de plataforma baixa e assoalho plano, com sensível melhora no espaço do habitáculo e nas condições de conforto para os ocupantes.


8ª - 2006
Da geração anterior, o New Civic conserva apenas o nome. A carroceria e o interior de inspiração futurista têm origem em aprofundados estudos de design, que resultaram em um carro esteticamente diferenciado e novas propostas de habitabilidade no interior.

Tarcisio Dias - Enviado a Guarulhos (SP)*
Galeria completa de fotos no final da página



                    Em 1992 o Honda Civic começa a ser importado para o Brasil passando em 1997 a ser o primeiro modelo produzido na fábrica da Honda em Sumaré, São Paulo. Após sete gerações conhecemos o New Civic, um modelo que também celebra os 35 anos de estabelecimento da marca Honda no Brasil, mantendo sua constância de introdução de tecnologia em cada novo mercado conquistado.

Rasgando o vento com facilidade - Foi assim que o vice-presidente da Honda Brasil, Kazuo Nozawa, definiu as novas características de design do New Civic. As linhas esportivas permitem uma redução no coeficiente de penetração aerodinâmica, quando comparada com a sétima geração (2001-2005). A equipe de desenvolvimento focou o trabalho na análise da aerodinâmica inferior, o chamado "undercar", assim, spoiler dianteiro, áreas de proteção do motor, revestimentos da caixa de rodas e pára-choque traseiro foram desenhados com o objetivo de diminuir a turbulência do ar.

Nas características nacionais destaque para as lentes transparentes, antena de teto, volante de três raios - enquanto no modelo norte-americano possue dois raios, ABS e EBD em todas as versões e freios a disco nas quatro rodas, e claro, para ultrapassar nossas estradas, a suspensão também recebeu uma calibração. Na hora da viagem o motorista deve ficar atento, pois o porta-malas teve o volume reduzido para 380 litros, mas permanece a possibilidade de rebater os bancos traseiros.

Sistema paddle shift (borboletas)

Versões - Já disponível nas concessionárias, o New Civic será oferecido em quatro versões: EXS exclusivamente com câmbio automático e que também permite a troca de marchas na forma seqüencial - sistema paddle shift (borboletas) que eleva a marcha quando a alavanca do lado direito (o mesmo lado do acelerador, para facilitar a adaptação do motorista) é acionada, enquanto pelo lado esquerdo as marchas são reduzidas.

Disponível também as versões LXS e LXS com couro, ambas com a nova transmissão automática de cinco velocidades ou manual, e a versão LX, exclusivamente automática e voltada para portadores de deficiência física.

Todas vêm equipadas com rodas de liga leve de 16 polegas, cinco raios e pneus 205/55. Na versão LXS as rodas receberam uma pintura prata, enquanto na EXS o acabamento é espelhado e raios duplos permitem que sejam vistos os discos e os cálipers de freio. Ainda na versão EXS as maçanetas das portas receberam um friso cromado, mesmo tratamento da ponteira do escapamento.

O aspecto esportivo também pode ser evidenciado com os faróis de neblina que foram instalados na entrada de ar do pára-choque dianteiro, além dos retrovisores dobráveis que contam com aviso luminoso de mudança de direção.

Interior futurista com soluções inéditas - Andar no banco traseiro do New Civic está ainda mais confortável. Durante nossa avaliação constatamos que o aumento entreeixos de 80 mm e de 37 mm na largura, além da manutenção do assoalho traseiro plano, permitiram mais espaço no habitáculo, onde motorista e passageiros podem sentir-se bem melhor.

Durante a criação do interior do New Civic foram estabelecidas premissas que privilegiaram a ergonomia, o conforto e a segurança, sem perder o foco na inovação funcional. O habitáculo foi batizado de Multiplex, em razão das múltiplas possibilidades de regulagem ergonômicas para os ocupantes.

É bem iluminado e convidativo, resultado da combinação de cores e da qualidade dos materiais empregados no acabamento. Um ambiente acolhedor, agradável ao tato, que sugere refinamento e bom gosto.

Facilidade de acesso aos comandos, manejo sensível ao tato, boa empunhadura e ordenação dos comandos de maneira lógica são alguns dos recursos empregados. Por meio de suaves toques acionam-se a regulagem do volante, a alavanca de câmbio de engates curtos, a nova alavanca do freio de estacionamento e os controles de climatização e de áudio, todos de fácil operação.

Tratada a acústica do interior, foi definido como equipamento original de fábrica, incorporado ao design do painel, um sistema de áudio de alta qualidade. Em todas as versões, o CD player possui o recurso SVC (Speed Volume Control), que ajusta o volume em conformidade com a elevação de velocidade, e reconhece arquivos de áudio gravados nos formatos MP3 e WMA (Windows Media Audio).

Segundo o engenheiro responsável na área de desenvolvimento de novas tecnologias da Honda, Alexandre Cury, com a instalação de absorvedores de ruídos, o modelo ficou mais silencioso que a versão anterior na ordem de redução de 5 dB.

O New Civic EXS possui ainda dois tweeters acrescidos aos quatro alto-falantes de série na versão LXS, além de CD changer embutido para até seis discos. A antena foi instalada na parte traseira do teto com a proposta de reforçar o aspecto esportivo do modelo.

Inédito painel de instrumentos em dois níveis - A Honda coordenou pesquisas que revelaram as condições ideais de visibilidade dos instrumentos - para que o motorista interprete dados com mais rapidez e sem desviar a atenção da pista. As conclusões levaram à criação do inédito painel em dois níveis.

Ficou estabelecido que um campo superior, mais próximo do pára-brisa, concentraria informações primárias por meio de leitura digital, que encurta o tempo de interpretação. A escolha do tamanho dos números do velocímetro obedeceu a critérios ópticos para fácil visualização. Marcam uma variação precisa, a cada 1 km/h, e estão acompanhados dos medidores de combustível e temperatura do motor. No campo inferior estão conta-giros, hodômetro digital, os avisos luminosos, indicador da marcha engatada pelo câmbio automático e, no caso da versão EXS, indicador de temperatura externa.

O painel é iluminado em azul anil por meio da tecnologia LED, de maior definição visual, sobretudo para os dias de intensa luminosidade. Contribui para melhorar a percepção pelo motorista e, com o contraste proporcionado pelo grafismo branco, permite uma leitura dinâmica, favorecida por cores que não cansam ou agridem os olhos. A alavanca do freio de estacionamento também foi reprojetada, obedecendo a novos critérios ergonômicos. Com formato em “Z”, agora ocupa menos espaço no console, está alocada ao lado da alavanca de câmbio e exige menor esforço para o acionamento.

A esportividade se faz presente no diâmetro do volante de 360 mm, nos ajustes, na empunhadura e no sistema de mudança de marchas. Multiajustável, suas regulagens de altura (40 mm) e profundidade (35 mm) permitem acomodar motoristas de diferentes estaturas e estilos de dirigir. O volante é sustentado por três hastes e revestido em couro em todas as versões. Recebe pintura titânio na versão LXS e prata na EXS, que traz comandos do sistema de áudio e do piloto automático. À esquerda, o motorista opta pelo rádio ou o CD player, altera as faixas ou as estações e controla o volume. Por meio dos comandos à direita o piloto automático é acionado ou desligado. Na mesma versão EXS a esportividade é ressaltada pelas trocas seqüenciais das marchas através de alavancas atrás do volante, uma novidade entre os automóveis nacionais.

Nova geração de motores

               O New Civic chega com uma nova geração do i-VTEC (Controle Eletrônico Variável de Sincronização e Abertura das Válvulas) agora em todas as versões.

O quatro cilindros SOHC com 1.8 litro de deslocamento produz excepcionais 140 cv a 6.300 rpm e 17,7 kgf.m de torque a 4.300 rpm.

Bloco, cabeçote e cárter são construídos em alumínio, reduzindo tanto o peso total do conjunto - além de auxiliar na dissipação de calor – como o consumo de combustível. Nada de correia dentada. O novo motor conta com corrente, não havendo necessidade de troca.

A motorização conta com controle eletrônico do acelerador, que substitui o cabo de aço convencional e otimiza a aceleração, tornando-a mais rápida, precisa e também contribuindo para menor consumo. Outro destaque do propulsor é o IMT - Coletor de Admissão Variável, que fornece um aumento de torque tanto em baixas e médias, como em altas rotações. As passagens longa e curta são alteradas de acordo com a abertura ou fechamento das quatro válvulas (borboletas) instaladas dentro do coletor de admissão. Por fim, foram adotados ainda injetores de óleo para a refrigeração dos pistões (pino e “saia”), um refinamento geralmente encontrado apenas em motores de alto desempenho.

Para atender à legislação de isenção de imposto para portadores de deficiência física, a Honda apresenta a versão LX, equipada com câmbio automático e o motor i-VTEC 1.8 limitado eletronicamente aos 125 cv permitidos por lei.

A transmissão automática de cinco velocidades, disponível em todas as versões de acabamento, possibilita uma dirigibilidade descontraída em razão do sistema Grade Logic Control, que gerencia eletronicamente a escolha da marcha mais apropriada a cada situação. O New Civic EXS vem equipado de série com o sistema de trocas  seqüenciais S-Matic. Ao engatar a alavanca no modo “Sport” a seleção das marchas é transferida ao paddle shift, atrás do volante, como nos carros de Fórmula 1, sendo bastante simples a condução através desse modo..

A transmissão incorpora também um conversor de torque controlado eletronicamente, que engata de forma automática marchas reduzidas quando identifica maior esforço em uma subida ou retenção, durante uma descida. Para auxiliar o controle pelo motorista, a seleção feita na alavanca é exibida no painel de instrumentos.

Já a transmissão manual, também de cinco velocidades, evoluiu com engates mais curtos e precisos, transmitindo sensação de maior esportividade. Foi reprojetada para atender plenamente às solicitações do novo motor, mais potente, e auxiliar com o máximo aproveitamento do torque, disponível por meio de um escalonamento adequado. Foi obtida uma significativa diminuição no nível de fricção, o que eleva, por sua vez, a durabilidade. A alavanca de design ergonômico tem detalhes na cor alumínio.

As suspensões independentes nas quatro rodas contam com um excepcional conjunto. Na dianteira foi adotado o consagrado sistema McPherson, porém, com nova geometria que aumenta a aderência dos pneus e proporciona mais estabilidade. A solução escolhida para a traseira é o sistema multibraço double wishbone, o mais avançado disponível, que ocupa pouca área e permite otimizar a distribuição do espaço interno. Barras estabilizadoras dianteira e traseira potencializam ainda mais o comportamento dinâmico, controlando precisamente a inclinação da carroceria nas curvas e mantendo a estabilidade em trechos sinuosos. Destaque também para a articulação do eixo traseiro que agora é desenvolvido em alumínio.

Contribui para o melhor desempenho o sistema de direção com assistência hidráulica progressiva, que em velocidades elevadas reduz a sensibilidade excessiva aos movimentos. Com um raio de giro de 5,25 m, de batente a batente, as manobras são facilitadas em espaços apertados, principalmente em estacionamentos e garagens de prédios.

Técnica e manutenção - Na apresentação técnica desenvolvida pelo engenheiro Alexandre Cury, o destaque ficou para a fluidez de movimentos através do conceito Advance Personal seguido pela área de engenharia e desenvolvimento de produto da Honda. Os limpadores que passam a contar com movimentos opostos (braços opostos), mas um único motor. O pedal do acelerador que funciona tipo "órgão", lembrando o funcionamento do velho pedal do Fusca.

No torque, 80% já encontra-se disponível na faixa de rotação de 2000 rpm. Foram também desenvolvidos injetores de óleo na saia do pistão e também no pino, o que acontece normalmente em motores de alto desempenho, permitindo melhor refrigeração do sistema. A taxa de compressão da oitava geração aumentou, ficando em 9,9:1. A transmissão que agora conta com cinco velocidades permitiu um melhor escalonamento das marchas, tornando-se mais suave e reduzindo bastante as vibrações. Manutenções começam a partir dos 10 mil quilômetros. O óleo é o mineral desenvolvido exclusivamente pela Texaco para os veículos da Honda.

Segurança aprimorada - À primeira vista, a área envidraçada substancialmente superior é o recurso de segurança mais evidente na nova geração. Somente no pára-brisa, a superfície visual cresceu 17% sobre o seu antecessor, tendo avançado 25,9 cm sobre o compartimento do motor. Essa mudança permitiu criar um ângulo de inclinação de 23,9° (menos 7,2° comparado com a geração anterior), refletindo em mais espaço e melhor coeficiente de penetração aerodinâmica. Soma-se a isso a janela lateral extra entre a porta dianteira e a coluna A, normalmente encontrada em monovolumes, que acrescenta um significativo campo visual periférico.

O vidro da janela do motorista possui, em todas as versões, o recurso anti-esmagamento e levantamento automático “Auto”. Outro importante aspecto para melhorar a visibilidade são as lâminas planas de borracha que se movimentam em sentidos opostos e cobrem uma extensão maior que a dos limpadores convencionais.

O New Civic foi construído sobre uma versão totalmente nova da Plataforma Compacta Global, que em caso de colisão dianteira distribui a energia cinética pela estrutura de deformação programada, se adaptando ao porte do outro veículo envolvido. A estrutura da carroceria, incluindo travessas, arcos e quadro estrutural do assoalho, é fabricada em aço de alta resistência, o que além da sensível melhora na segurança passiva aumenta a rigidez torcional, 35% maior que na geração anterior, apesar da elevação na distância entreeixos.

Também foram adotados novos membros superiores e inferiores na estrutura frontal, que melhoram a dispersão de energia e a direcionam de modo a evitar o habitáculo. Barras de proteção lateral embutidas nas portas também dificultam a intrusão no interior do veículo, evitando lesões mais severas aos ocupantes.

Há também um compromisso com a segurança dos pedestres e, para isso, a superfície do capô foi desenvolvida para se deformar e minimizar impactos de um eventual atropelamento. De série, todas as versões agora vêm equipadas com freios a disco nas quatro rodas, ABS e EBD (Electronic Brake Distribution), sistema que calcula e distribui a pressão apropriada a cada roda em frenagens severas, evitando seu travamento e mantendo a dirigibilidade. Um pacote completo em tecnologia de frenagem, que oferece mais segurança em todas as versões. Se a colisão for inevitável, airbags frontais (SRS) em conjunto com os cintos de segurança de três pontos para os cinco ocupantes evitam impactos contra as superfícies internas do veículo.

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Lista de preços - Os preços de todas as versões são:
LXS com câmbio manual – R$ 59.600,00 - LXS com câmbio automático – R$ 64.200,00
LXS com câmbio manual e bancos revestidos em couro – R$ 61.100,00
LXS com câmbio automático e bancos revestidos em couro – R$ 65.700,00
EXS (câmbio automático) – R$ 77.600,00
Todos os valores acima são sugeridos pela fábrica para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Incluem frete e pintura metálica ou perolizada.

*Repórter viajou a Guarulhos a convite da Honda do Brasil

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