2009 | EDIÇÃO
119 | NOVEMBRO | RODANDO - AVALIAÇÃO MECÂNICA ONLINE | CONHEÇA
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Nissan Livina vai além de um simples carro de família
Primeiro carro flex fuel produzido nacionalmente pela Nissan, Livina mostra boa combinação entre espaço, performance e consumo de combustível
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| Nissan Livina - seção de fotos foi realizada na pista do Autódromo Internacional de Caruaru, em Pernambuco |
Reportagem | Tarcisio Dias
Fotos | Inailza Alves / André Luiz
O Nissan Livina é mais um daqueles carros me ame ou me abandone. A razão de começarmos assim é que o design do modelo é muito bem referenciado por muitos, mas ao mesmo tempo existe o grupo dos que vão de encontro às características que o modelo impõe, principalmente no visual da sua traseira. Disponível com duas opções de motorização 1.6 (16V) com 108 cv (álcool) e 104 cv (gasolina) a 5.750 rpm e 1.8 (16V) com 126 cv (álcool) e 125 cv (gasolina) a 5.200 rpm. Tivemos a oportunidade de avaliarmos a versão mais completa: 1.8 SL Flex.
O modelo marcou a entrada da Nissan no segmento brasileiro de monovolumes, além de ter sido seu primeiro carro bicombustível em nosso mercado. É importante destacar que a tecnologia de desenvolvimento do modelo segue padrões japoneses, mas a produção acontece no Brasil sendo realizada por brasileiros, na unidade fabril que a Nissan compartilha com a Renault em São José dos Pinhais, no Paraná, dentro da Aliança Renault-Nissan.
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| Dianteira recebeu tendência do Nissan Murano |
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Se por fora o modelo pode não ter um design que o torne tão atraente assim, poderíamos chama-lo de caixinha de surpresas, pois seu desempenho, espaço interno e relação custo-benefício oferecem diferenciais que podem mudar suas idéias. O motor 1.8 Flex desenvolve com facilidade. Apesar de mão termos avaliado a versão esportiva do Livina, o Livina X-Gear, podemos esperar uma boa percepção também, haja vista que as diferenças ficam mais relacionadas com o aspecto de design e acabamento, mantendo-se a mecânica. Com a transmissão automática o torque inicial do modelo surpreende com ótima disposição. Nada de pensar que tamanho é documento. O carro apesar do tamanho mostra disposição para sair da inércia.
O propulsor avaliado foi o 1.8 16V, um dos mais potentes do segmento. Esse motor Nissan na versão Flex Fuel gera potência de 125 cv a 5.200 rpm quando abastecido com gasolina e de 126 cv, na mesma rotação, quando abastecido com álcool. O torque máximo é de 17,5 kgfm a 4.800 rpm com qualquer um dos combustíveis e a taxa de compressão é de 9,9:1. Totalmente desenvolvido pela Nissan, esse propulsor tem como diferença inicial para o utilizado no Tiida a nova Unidade Central Eletrônica e nos componentes internos, desenvolvidos para resistir à ação corrosiva do álcool.
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| Espaço interno e acessibilidade do modelo também merecem destaque |
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| Dinâmica no funcionamento do motor do Livina |
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Para um modelo voltado para a família, o Livina garante desempenho acima da média. Seus melhores resultados são obtidos com a utilização de álcool, combustível que extrai toda a eficiência do motor 1.8 litro. Nas retomadas de velocidade e principalmente em subidas, o rendimento diminiu um pouco e os giros do motor ficam bem mais altos, aumentando diretamente o nível de ruído no habitáculo.
Já a o comportamento da suspensão do Nissan Livina chega a lembrar a de modelos orientados à esportividade. Firme sem deixar de oferecer conforto, sua principal virtude é a manutenção da estabilidade da carroceria, fator que garante a segurança de todos os ocupantes. O conjunto frontal da suspensão inclui subchassi com sistema antivibração, molas helicoidais, barra estabilizadora e cáster com ângulo elevado. A traseira se caracteriza pelo eixo de torção com barra estabilizadora de grande porte.
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| Lateral e traseira do Nissan Livina em destaque |
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Interior - Prático e agradável para toda família, assim é o espaço interno disponível no Nissan Livina. Motorista e passageiros dispõem de bancos confortáveis, de espaço acima da média para joelhos, ombros e cabeça e do maior porta-malas da categoria, fatores de alta relevância para quem procura um modelo familiar.
As medidas dizem tudo: o motorista dispõe de 877 milímetros de espaço para acomodar-se – levando em conta a área que vai dos pedais até sua bacia (ou, ponto H) –, enquanto os passageiros do banco traseiro dispõem de 584 mm para acomodar as pernas (do ponto H até a parte traseira dos encostos dianteiros). Para finalizar, o comprimento do porta-malas, de 850 mm, é o maior da categoria.
Dessa forma, somando as três medidas, o Livina oferece 2.311 mm de espaço útil em seu comprimento interno, o que também o coloca em superioridade em relação aos rivais. A elevada altura do teto é outro ponto que amplia o conforto, deixando bom espaço para a cabeça de todos os ocupantes. São 116 milímetros de área livre até o teto, considerando passageiros de estatura média. A distância de 265 mm da cabeça para as janelas das portas traseiras é outro trunfo do Livina em relação à concorrência.
A acessibilidade também diferencia o modelo Nissan dos demais. Com portas maiores (tanto na dianteira quanto na traseira), o monovolume exige menos esforço de seus ocupantes para entrar e sair do habitáculo.
O Livina também oferece a conveniência de porta-mapas, porta-copos dianteiros e traseiros e porta-objetos no console central e também no painel central – quando o consumidor opta por alguma versão que não venha de fábrica com rádio CD Player.
Dentro de sua categoria, o monovolume da Nissan é o que oferece o maior espaço para a bagagem. São 449 litros de volume, capacidade que sobe para o total de 769 litros com o rebatimento do banco traseiro. Esse resultado é ainda mais favorável quando se considera a capacidade de carga do novo Nissan, de 418 quilos nas versões equipadas com o motor 1.8 16V e de 421 quilos, quando o modelo aloja sob o capô o propulsor 1.6 16V.
Apesar disso tudo o porta-malas não possui assoalho plano e conta com degrau no para-choque, que dificulta a acmodação de objetos. Outro fator importante que deixou de ser observado pela Nissan no Livina foi a falta de ajuste de altura dos cintos de segurança.
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| Interior também procura passar sensação de requinte no acabamento e materiais empregados |
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Equipamentos apropriados
Direção elétrica - Entre os equipamentos de segurança e conforto oferecidos pelo modelo, um dos destaques fica para a direção com sistema de assistência elétrica. O item facilita a tarefa de manobrar, exigindo pouco esforço do condutor. Em estradas, ocorre o efeito inverso: para garantir a segurança dos ocupantes a direção fica mais “pesada”, passando a agir com menor sensibilidade em velocidades elevadas. A direção elétrica é item de série para todas as versões do Livina.
Airbag - Nas versões 1.6 16V e 1.8 16V, o Livina sai de fábrica com airbag para o motorista. Já as opções SL estão equipadas com airbag duplo.
Freios ABS+EBD e BA - O pacote de segurança das versões SL conta com o sistema de freios que inclui ABS (antitravamento), EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem) e BA (que aplica toda a força de frenagem no sistema quando sensores detectam que o pedal do freio foi acionado abruptamente).
A carroceria do Livina conta com reforços estruturais e zonas de deformação para diminuir o efeito de colisões. Além disso, o modelo traz coluna de direção reagente a impactos.
Outros itens disponíveis:
- Faróis de neblina: disponíveis para as versões SL;
- Travas e retrovisores elétricos: item comum a todas as versões do Livina;
- Sistema de imobilização do motor;
- Keyless (travamento/destravamento das portas por controle remoto) é mais um item de série para as versões SL;
- Alarme: é oferecido para a versão 1.8 16V SL;
- Sensor de velocidade para travamento automático das portas: disponível para as versões SL.
Consumo - Além da boa performance para um veículo de seu segmento, o Livina também oferece bom consumo de combustível. Quando roda com gasolina, o motor 1.6 16V percorre 12,8 km/l em ambiente urbano, valor que sobe para 17,5 km/l na estrada. Com álcool, os valores ficam, respectivamente, em 7,7 km/l e 10,5 km/l. Os resultados do propulsor 1.8 16V não ficam muito distantes. Seu consumo com gasolina é de 11,6 km/l na cidade e de 17,2 km/l em rodovias. Com o uso do combustível vegetal, o propulsor mais potente do segmento percorre, respectivamente, 7,0 km/l e 10,3 km/l. Esses dados foram disponibilizados pela Nissan do Brasil.
Avaliação - De um modo geral nossa avaliação é muito boa do modelo. Normalmente carros com a dimensão do Nissan Livina possuem um desempenho mais lento nas saídas. Com o Livina 1.8 SL é bem diferente. O carro mostra disposição nas saídas e bom torque nas baixas rotações. A posição de dirigir e também o acesso aos comandos é boa e fácil. O design contestado por alguns e amado por outros não fica a desejar quando comparamos com os demais modelos atuais no mercado. |