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Novo Opel Meriva: design e flexibilidade
A Opel, braço direito da marca General Motors, apresentou a próxima geração do seu monovolume Meriva, que tem na flexibilidade a palavra chave para explicar as principais inovações realizadas: FlexDoors, FlexSpace, Flexrail e FlexFix - e versatilidade a um novo patamar ainda não visto em sua classe
Reportagem | Tarcisio Dias
A primeira e grande novidade da nova geração consiste no acesso ao banco traseiro por meio de dobradiças FlexDoors, tendência que havia sido apresentada na Meriva Concept em 2008 e chega realmente na linha de produção, abrindo ao contrário, no estilo suicida. Mesmo havendo o pilar B, as dobradiças passaram a ser colocadas no pilar C, junto ao arco da roda traseira. Com essa engenharia adotada pela Opel, o acesso acontece com a abertura das portas a quase 90 graus, ângulo superior das portas convencionais, podendo ser realizado de forma independente.
Para garantir a segurança os engenheiros da Opel desenvolveram um sistema que garante que as portas estejam sempre fechadas e travadas quando o veículo alcança a velocidade de quatro quilômetros por hora, alertando o motorista caso a porta não esteja completamente fechada.
Direcionado normalmente para a família, a nova geração do Meriva procura oferecer diversos portas-objetos em seu interior, além de ampla variedade de conexões para os equipamentos eletrônicos atuais. Um outra inovação consiste no sistema para o transporte de bicicletas, que não necessita de ferramentas especiais ou acessórios. Como uma gaveta que fica localizada no para-choque traseiro, basta puxar e transportar até duas bicicletas.
Os traços do novo Meriva estão alinhados com o novo Astra e Insignia apresentados na Europa. A Opel antecipa-se ao mercado que promete uma ofensiva de modelos nesse segmento como é o caso do Honda New Fit e Kia Venga.
Portas traseiras com dobradiças: uma história de 1904 para o novo Meriva - As portas traseiras com dobradiças eram comuns em charretes. A facilidade do acesso e também quando da presença de um guia, que rapidamente podia descer e abrir a porta, além de ajudar seus ocupantes no momento da entrada ou saída foram seus principais motivos. Já em 1904 a marca Opel iniciou a construção de modelos que utilizavam portas traseiras com dobradiças. A história registra muitos outros carros que utilizaram a mesma definição.
Ainda hoje, limusines Rolls Royce utilizam o recurso, assim como os tradicionais táxis negros de Londres, que permitem ao taxista abrir a porta para o passageiro sem a necessidade de sair do veículo. Assim como o Novo Meriva, esses modelos possuem um pilar B central.
Também temos registros de outros modelos que chegaram no mercado com portas traseiras com dobradiças, mas eles são assimétricos: as portas dianteiras são maiores do que as traseiras. Nestes casos, as portas traseiras só podiam ser abertas quando as portas da frente já estavam abertas.
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