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2010 | EDIÇÃO 129 | SETEMBRO | RODANDO | CONHEÇA A REVISTA MULTIMÍDIA MECÂNICA ONLINE
Nova Montana: picape do Agile chega com motorização única 1.4 flex
Oferecendo capacidade de carga de 758 quilogramas, Nova Montana é destaque em seu segmento

Reportagem | Tarcisio Dias (*)
IPOJUCA (PE)

               Quase um ano após o lançamento do Chevrolet Agile, chega ao mercado nacional o segundo modelo da Família Viva, a picape do Agile que foi declarada como Nova Montana. O modelo entra na briga num segmento em que é forte a concorrência pelo consumidor, que tem na picape Strada da Fiat a liderança disparada, seguida por Saveiro, Courier e Hoggar.

Mas, qual a fórmula para conquistar o consumidor desse segmento? Durante nossa cobertura da apresentação e lançamento da Nova Montana fica clara a política da Chevrolet em buscar oferecer um veículo com um pacote de tecnologia, itens de série e opcionais interessantes, motorização eficiente para a característica e perfil do consumidor e assim, oferecer uma política de preço atraente. Confira a seguir o detalhamento da Nova Montana, a picape do Agile, que diferentemente do hatch fabricado em Rosário (Argentina), tem sua produção na unidade de São Caetano do Sul (SP).

Como sempre a primeira impressão é a que fica. Na Nova Montana o design da dianteira do Agile ficou melhor apresentado com a sensação de robustez e dinamismo que a picape procura oferecer. A frente segue o padrão global da Chevrolet, com a grade do radiador secionada e faróis com um estilo único. A superfície lateral desprende-se, mais larga do para-choque dianteiro, envolvendo o side step (degrau lateral) – lembrando as picapes Heavy Duty americanas - até chegar às lanternas, enquanto a tampa traseira tem um pequeno desnível na parte superior, projetado para melhorar a visibilidade.

“A nova Chevrolet Montana é um veículo para consumidores que buscam design diferenciado e capaz de combinar simultaneamente robustez e conforto”, observa Denise Johnson, presidente da General Motors do Brasil. “Além disso, a nova Montana herdou do Agile características únicas, como a ótima posição de dirigir e diversos recursos de série”, salienta. Ela destaca ainda o grande espaço interno da cabine, inclusive para a bagagem atrás dos bancos e ainda a caçamba, com a maior capacidade de carga do segmento.

Mas, além do visual diferenciado e das qualidades mecânicas, a nova Montana inova mais uma vez no segmento. Depois de ter sido pioneira na introdução do side step – degrau que facilita o acesso a caçamba e que foi amplamente copiado pela concorrência – a nova Montana chega com um pacote de tecnologias exclusivas para o segmento, como piloto automático, computador de bordo, ar-condicionado com display digital e sensor crepuscular, elevando a oferta de equipamentos a um nível nunca antes atingido por nenhuma de suas concorrentes.

Nova Montana
Nova Montana
Nova Montana
Nova Montana
Nova Montana

A Montana LS é a versão voltada para o trabalho e para o transporte de cargas. Robusta, ela tem uma nova suspensão traseira, com um projeto totalmente novo. Com molas e amortecedores especialmente desenvolvidos a LS oferece a maior capacidade de carga do segmento, 758 quilos, a serem distribuídos em uma caçamba de 1.100 litros (1.180 sem o protetor de caçamba).

Já a versão Sport, pelas suas características, é mais esportiva e voltada para o lazer. Em outras palavras: tem o conforto necessário para o dia a dia, encara até uma aventura urbana e tem a competência para os finais de semana no campo ou na praia, carregada ou não.

Ambas as versões são equipadas com o eficiente motor 1.4 Econo.Flex, que possui um novo sistema de gerenciamento eletrônico totalmente desenvolvido pela General Motors no Brasil. Este motor gera 102 cv a 6.000 rpm e 13,5 kgf.m a 3.200 rpm quando abastecido com etanol e 97 cv e 13,2 kgf.m a 3.200 rpm, com gasolina. É o motor 1.4 aspirado mais potente do mercado brasileiro.

José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da General Motors do Brasil, destaca ainda a importância da nova Montana dentro de um projeto maior da empresa no País. “Esta nova picape da Chevrolet é o segundo modelo da Família Viva. Ela demonstra toda a competência dos profissionais do Centro Tecnológico da GM, localizado em São Caetano do Sul (SP), o mais avançado da América Latina, que desenvolveram um veículo adequado para o uso no lazer e trabalho e que excede em todas as necessidades para o segmento de picapes derivadas de automóveis”, acrescenta.

Nova Montana - Entrevista com Gustavo Colossi

Mecânica Online - O desenvolvimento de um novo modelo requer amplo trabalho da engenharia. No Campo de Provas da Cruz Alta, em Indaiatuba (SP), no período de 13 meses foram rodados mais de 1,1 milhão de quilômetros em testes severos de avaliação da Nova Montana em diversas áreas.

“A calibração desta suspensão, tanto das molas quanto dos amortecedores, é específica para esta nova picape, que garante eficiência independentemente da aplicação”, acrescenta Pedro Manuchakian, vice-presidente de Engenharia da General Motors do Brasil.

O executivo destaca ainda o trabalho dos engenheiros da GM no desenvolvimento da cabine da nova Montana. Trata-se da Max Cab, a cabine com maior espaço atrás dos bancos para o transporte de pequenas cargas. São 164 litros de capacidade. De longe, a maior da categoria. Em altura, a Max Cab da nova Montana é 50 mm mais alta que a anterior; 80 mm mais longa e 54 mm mais larga. São as maiores dimensões de cabines convencionais entre todas as picapes compactas comercializadas no mercado nacional.

Pedro Manuchakian ressalta ainda o alto nível de segurança ativa e passiva da nova Montana, graças aos exaustivos testes de impactos realizados no Campo de Provas da Cruz Alta, em Indaiatuba (SP). “A estrutura desta picape foi desenhada e calculada de forma adequada e antecipando-se a critérios que serão obrigatórios somente a partir de 2012, como a nova regulamentação para pedestres”, informa o vice-presidente de Engenharia da GM do Brasil. Em relação à segurança, a nova Montana possui barras de proteção lateral nas portas e pode ser equipada ainda com freios ABS e airbags duplos.

Única opção de motorização - A nova Montana vem com motor Econo.Flex 1.4 e, como no Chevrolet Agile, também possui o “System Zero”, um sistema de gerenciamento de motor desenvolvido pela GM especialmente para veículos 'flex fuel', cujo processador tem velocidade e memória maiores.

Criado, desenhado e desenvolvido pela GM, o sistema de gerenciamento eletrônico do motor contém um do software que incorpora os conhecimentos globais da empresa na área de gerenciamento de motor e vem com sensores de última geração, capazes de medir efetivamente a quantidade de ar admitida pelo motor e possibilitando um cálculo mais preciso da quantidade de combustível a ser utilizada, contribuindo com a melhora do consumo de combustível.

Este software incorpora ainda algoritmos padrões desenvolvidos em parceria com as divisões globais da General Motors para cumprir os mais diversos requisitos de desempenho e emissões. A validação desse sistema foi efetuada globalmente e hoje ele equipa veículos nos Estados Unidos, Alemanha e Coréia do Sul.

Com 102 cv a 6.000 rpm, quando abastecido com etanol, e 97 cv a 6.000 rpm com gasolina, o motor tem 13,5 kgf.m a 3.200 rpm de torque, com etanol, e 13,2 kgf.m a 3.200 rpm, com gasolina, o motor Econo.Flex, o 1.4 aspirado mais potente do mercado, faz com que a nova Montana atinja a velocidade máxima de 170 km/h, quando abastecido com etanol e 168 km/h, com gasolina. A aceleração de 0 a 100 km/h da nova Montana é de 12s1, com etanol no tanque, e 12s3, com gasolina.

Os dados de potência e torque da nova Montana são diferentes de outros modelos da marca que utilizam o motor 1.4 Econo.Flex por motivos técnicos: os sistemas de indução de ar e exaustão são aplicações diferentes em compartimentos de motor diversos, e as calibrações de motor são diferentes, em função das massas e aerodinâmicas específicas para cada um dos modelos.

Este motor também já atende aos novos requisitos técnicos vigentes desde o último dia 1º de janeiro de 2009, de emissão de poluentes para veículos leves, do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores - Proncove -, do Conselho Nacional do Meio Ambiente - Conama.

O “System Zero” tem o gerenciamento controlado por torque, o que melhora especialmente a dirigibilidade da nova Montana e, com isso, fornece respostas mais rápidas e também reduz a emissão de poluentes. Este sistema de gerenciamento possui um sensor de fase (no comando de válvulas), injetando combustível para cada cilindro no momento correto. “Isso contribui para melhor queima do combustível e, por consequência, melhora muito o nível de emissões”, explica Paulo Riedel, diretor de Engenharia de Produto da GM Powertrain do Brasil, braço da GM responsável pelos motores e transmissões dos modelos da Chevrolet.

O motor Econo.Flex é do tipo VHCE. Para a GM, “VHC” significa – além de Very High Compression - maior potência, mais força, maior eficiência, resultando em menor consumo de combustível e melhor dirigibilidade. A letra “E” é adotada no nome porque lembra três palavras que fazem parte do espírito deste propulsor: economia, energia e ecologia.

A calibração do Econo.Flex foi aprimorada para partida a frio, que permite a partida do motor em temperatura ambiente de até 8 ºC, sem o auxílio da gasolina. Além disso, o eixo virabrequim com oito contrapesos permite seu funcionamento em regime de elevada rotação e com reduzida vibração.

Nova Montana
Nova Montana
Nova Montana
Nova Montana
Nova Montana

Transmissão - A nova Montana é equipada com a transmissão F15 WR também desenvolvida pela GM Powertrain do Brasil, que é responsável global pelo design dessa família de transmissões, com sincronizadores triplos para a primeira e a segunda marchas, além de lubrificação permanente, não necessitando a troca de óleo da transmissão.

A transmissão da nova Montana possui relações de marchas adequadas para uma picape, permitindo melhor dirigibilidade em condições de carga e trabalho. “A primeira marcha é mais curta e a quinta marcha mais longa, comparada a um Agile, por exemplo. Esta característica de relação de marchas oferece uma grande versatilidade para uma picape”, ressalta Paulo Riedel.

Primeiras impressões - Ao entrar na Nova Montana é quase que o mesmo que entrar no Agile. O aspecto interno da picape é semelhante ao veículo de passeio normal. A posição de dirigir está mais alta e ainda permite a regulagem de altura do assento do banco, permitindo assim uma melhor visibilidade. É interessante observar que existe um recorte na tampa traseira, deixando-a mais baixa que a borda da caçamba e melhorando a visão.

O espaço interno em veículos do segmento compacto nem sempre é algo tão generoso. Na Nova Montana encontramos uma característica dos carros Chevrolet desse segmento: ao realizar trocas de marchas é fácil encostar no carona. No geral o modelo comporta bem motoristas um pouco mais altos e o acesso aos comandos também é fácil. Apenas o controle do farol que não deixa claro em que posição o mesmo encontra-se, necessitando de maior atenção do motorista.

Falando dinamicamente sobre nosso teste drive de aproximadamente 35 quilômetros até o Porto de Suape, encontramos um motor ajustado para o que o modelo oferece. Vale salientar que nossa versão avaliada não estava carregada. Com 102 cavalos de potência o rendimento não falta, mas também não sobra, estando realmente dentro do justo para a relação entre peso e potência, na faixa de 11,29 kg/cv na versão Sport.

Nos dados informados pela General Motors, onde o consumo de combustível é de 13,6 km/l com gasolina e 9,7 km/l com etanol, na média combinada (urbano/rodoviário), não passou de 7,4 km/l em nosso teste.

São duas versões: a LS, mais básica, é oferecida em quatro diferentes configurações, sendo que a primeira delas é totalmente voltada ao uso comercial; e a Sport que chega completa. Os preços e itens oferecidos são os seguintes:

- Chevrolet Montana 2011 LS R9L - rodas aro 14 de aço, aquecedor com display digital, banco do motorista com ajuste de altura, protetor de caçamba e de cárter: R$ 31.990
- Chevrolet Montana 2011 LS R9N - o mesmo do anterior, mais direção hidráulica e computador de bordo: R$ 34.435
- Chevrolet Montana 2011 LS R9P - o anterior, mas com rodas aro 15 de aço e ar-condicionado manual com display digital: R$ 37.653
- Chevrolet Montana 2011 LS R7Q - o anterior, mais alarmes, vidros e travas elétricas, freios com ABS e airbags frontais: R$ 39.933
- Chevrolet Montana 2011 Sport R6A - o anterior, acrescido de rack de teto, detalhes de carroceria na cor do veículo, faróis e lanternas escurecidos, rodas aro 15 de alumínio, adesivos da versão, sensor crepuscular, faróis de neblina, rádio CD/MP3 com conexões USB/iPod e Bluetooth para telefonia e áudio e piloto automático (controle de cruzeiro): R$ 44.040

Nova Montana
Nova Montana
Nova Montana
Nova Montana
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A evolução da Montana
2003 – Lançamento da Chevrolet Montana em uma versão e dois pacotes (Sport e Off-Road)
2004 – Lançamento da versão Conquest
2007 – Disponibilidade de motor 1.4 Econo.Flex para a versão Conquest e motor 1.8 Flexpower para a versão Sport (junho); lançamento da Montana Combo, um furgão (dezembro)
2009 – Lançamento das versões Arena e Sport, com motor 1.4 Econo.Flex
2010 – Lançamento da nova Montana

Ficha Técnica - Montana 1.4 Econo.Flex 2011

Nova Montana - Vídeo release

(*) Repórter viajou a convite da General Motors do Brasil

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