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2011 | OUTUBRO / NOVEMBRO | LANÇAMENTOS | CONHEÇA A REVISTA MULTIMÍDIA MECÂNICA ONLINE
 Linha verde Renault Duster quer deixar poeira para concorrência

     Diferente da versão comercializada na Europa, Duster vendido no Brasil conta com 774 novas peças e foi “castigado” e submetido às mais rigorosas situações para ter seu lançamento em nosso mercado

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Foz do Iguaçu (PR)

Reportagem | Tarcisio Dias
Com assessoria da Renault

             A presença da Renault em solo brasileiro completa 15 anos e a marca continua firme na conquista do consumidor. O que para muitos pode parecer um sonho distante pode se tornar realidade com o primeiro SUV (Sport Utility Vehicle) que chega agora ao nosso mercado lançado pela marca francesa.

O Duster surge como opção para uma viagem com a família no campo ou uma trilha com amigos por terrenos onde nenhum carro de passeio ousaria chegar, ou até mesmo para um simples passeio de fim de semana no shopping ou o trânsito pesado do dia a dia de uma grande cidade.

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Versatilidade, essa é uma das mais importantes características desse novo lançamento da marca no Brasil. O novo utilitário esportivo da Renault do Brasil, que começa a ser fabricado e vendido no mercado nacional, mostrará aos brasileiros que ter um autêntico SUV na garagem não é um sonho distante.

“Com a chegada deste SUV, a gama da Renault no Brasil fica ainda mais completa, com modelos capazes de satisfazer as mais diferentes necessidades dos consumidores em diferentes segmentos. Nosso plano é aumentar a participação no mercado brasileiro, e o Duster desempenhará papel decisivo para que tal objetivo seja alcançado”, explica Jean-Michel Jalinier, Presidente da Renault do Brasil.

Os números comprovam a afirmação de Jalinier. O volume de vendas de modelos SUVs no mercado brasileiro de veículos de passeio entre os anos de 2000 e 2010 registrou um crescimento superior a 16 vezes, enquanto o mercado cresceu 2,2 vezes no mesmo período. Em termos de participação do segmento SUV no mercado, houve um salto de 1% das vendas de veículos de passeio, em 2000, para 7,6% no ano passado.

A equipe do Renault Design América Latina (RDAL) trabalhou no desenvolvimento do desenho interno e externo tornando o modelo mais adequado ao desejo do cliente brasileiro. O desenho externo do Renault Duster remete à robustez, principalmente pelos contornos sobressaltados dos para-lamas e pela presença de linhas que transmitem a sensação de força em toda a carroceria. A equipe do RDAL desenvolveu um novo para-choque traseiro para deixar a peça mais harmoniosa e com um desenho que transmitisse mais robustez, além de ser mais adequada ao gosto dos consumidores brasileiros.

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No interior, os profissionais do Renault Design América Latina conceberam um habitáculo totalmente novo, quando comparado à versão comercializada na Europa. O quadro de instrumentos e o painel central ganharam um novo desenho. A versão brasileira, além de novos tecidos, também conta com novas espumas dos bancos, desenvolvidas pelo RDAL, com as partes laterais mais realçadas, contribuindo assim para dar mais conforto e abrigar melhor o corpo de motorista e do carona. Novas harmonias internas, contribuem para um interior arejado e transmitem a ideia de luxo, devido, principalmente, à qualidade dos materiais utilizados. Para as versões mais completas, a equipe de designers desenvolvem um interior com duas tonalidades de cor, detalhe que as deixa ainda mais sofisticadas.

Graças às suas dimensões internas, o Duster tem o maior espaço interno da sua categoria. Sendo assim, uma de suas grandes vantagens é o de transportar com conforto e comodidade cinco passageiros. Os passageiros dos assentos traseiros possuem amplo espaço para ombros, pernas e cabeça.

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O Renault Duster joga no time dos autênticos SUVs e, por isso, uma característica presente em todo o processo de concepção, desenvolvimento e produção é a robustez. Desde seu projeto inicial, o veículo foi concebido para ser um 4x4 robusto. Com sistema de tração nas quatro rodas, pneus de uso misto, posição de dirigir elevada e generosos ângulos de entrada e saída além da altura em relação ao solo, o utilitário é capaz de rodar com conforto no asfalto e enfrentar situações adversas fora-de-estrada.

O Duster é oferecido em seis versões de acabamento, com dois diferentes motores (1.6 16V Hi-Flex e 2.0 16V Hi-Flex) e duas opções de tração (4x2 ou 4x4). Todas as versões de acabamento do Duster já oferecem de série os itens mais valorizados pelos consumidores brasileiros de veículos SUV: direção hidráulica, ar-condicionado e vidros e travas elétricas.

O modelo, que é sucesso comercial em dezenas de outros países, e começa a ser produzido no Brasil teve o desenvolvimento de vários sistemas para o nosso mercado. São 774 novas peças em relação ao Duster comercializado na Europa. As principais mudanças foram nos sistema de suspensões, motores, câmbios, conforto acústico para o , realizado pelo Renault Tecnologias Américas (RTA), que conta com cerca de 1.000 engenheiros nas Américas, dos quais mais de 600 em São José dos Pinhais. “Nossa preocupação é desenvolver produtos adequados às preferências dos brasileiros, por isso o Duster nacional apresenta importante e significativas diferenças estéticas, de material e técnicas em relação ao modelo comercializado na Europa”, afirma Jalinier.

Outro ponto importante para o cliente é  o fato do Duster contar com uma garantia original de fábrica de 36 meses, o que possibilita um baixo custo de manutenção e atesta a robutez do veículo. O modelo brasileiro ainda acena com uma completa linha de acessórios feita sob medida para o Brasil, alguns deles com funções que vão muito além da estética.

Design - Na dianteira, a grade frontal, com três largos filetes cromados e conjunto óptico dos faróis abriga também as luzes indicativas de direção. Abaixo, está uma grande tomada de ar, formando um conjunto imponente e agressivo, características de um carro capaz de enfrentar as mais adversas condições de rodagem.

Lateralmente, destaque para os para-lamas dianteiros e traseiros, cujos contornos sobressaltados dão ao Duster uma aparência musculosa. O SUV da Renault também apresenta vincos em forma de arco que percorrem as duas portas e conferem mais dinamismo à carroceria. 

Na traseira, o vidro da tampa do porta-malas é amplo, e sobre a placa, está um largo friso cromado, com o nome Duster logo acima. Em peça única de formato vertical, lanterna, setas e luzes de ré estão em elementos bem definidos. A equipe do Renault Design América Latina (RDAL), centro de estilo instalado no Brasil, desenvolveu um novo para-choque traseiro para deixar a peça mais harmoniosa e com um desenho que transmitisse mais robustez, além de ser mais adequada ao gosto dos consumidores brasileiros.

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A equipe do Renault Design América Latina (RDAL) também trabalhou no desenvolvimento de um interior totalmente novo, quando comparado à versão vendida na Europa, e desenvolvido para atender às necessidades e exigências dos clientes brasileiros de veículos SUV. Por conta disso, o trabalho dos profissionais do RDAL no interior do Duster comercializado no Brasil resultou em novos quadros de instrumentos e painel central, além de novas espumas nos bancos, com as partes laterais mais realçadas, contribuindo assim para dar mais conforto e segurar melhor o corpo de motorista e do carona.

Houve também o desenvolvimento de novas harmonias internas de tecidos e de  acabamentos, que contribuem para um interior arejado e, juntamente com a qualidade dos materiais utilizados, transmitem ideia de luxo e sofisticação. Para as versões mais completas, o RDAL desenvolveu um interior com duas tonalidades de cor, o que as deixa ainda mais sofisticadas.

Interior - O visual robusto e amplo tamanho do Duster preparam o cliente para encontrar um modelo que esbanja espaço interno. Apesar da elevada posição de dirigir disponível para o motorista, durante nossa avaliação identificamos que o controle de acionamento dos vidros das portas, localizado na lateral da porta, ocupa um importante espaço para as pernas do motorista. Tudo bem que a marca retirou do console central os comandos dos vidros, deixando ainda, abaixo do freio de mão, os controles dos retrovisores laterais externos, mas a localização ainda ocupa um importante espaço, principalmente para motoristas com maior altura, acima de 1,75 metro.

O Renault Duster também oferece bom espaço não só para passageiros, mas também para as bagagens. O porta-malas, que conta com capacidade para até 475 litros. Com o banco traseiro rebatido, é possível levar ainda mais objetos, de bicicleta a pranchas de surfe, fazendo do Duster um veículo adequado ao lazer.

PortaO rádio do Duster é integrado ao painel de grandes dimensões e foi desenvolvido no Brasil. Este equipamento, além de rádio AM/FM e CD-Player, conta com o sistema de áudio “3D Sound by Arkamys” e reproduz músicas nos formatos MP3, WMA e WMV. Em sua parte frontal, ele contará com duas entradas: uma auxiliar, do tipo “jack”, e outra para conexão USB/iPod – permitindo aos ocupantes desfrutarem da sua biblioteca pessoal de música -, tudo isso controlado pelo comando satélite instalado na coluna de direção.

Detalhe - Espaço para as pernas fica comprometido devido área para acionamento dos vidros que ficou muito baixa.

O sistema de som conta com a tecnologia Bluetooth, que permite conectar um telefone celular ao sistema de áudio do veículo, permitindo ao usuário realizar e atender chamadas pelo comando satélite, além de ouvir as músicas armazenadas no seu celular.

O quadro de instrumentos, onde estão conta-giros e velocímetro, apresenta padrão visual exclusivo para o Duster.  A iluminação dos instrumentos é na cor âmbar, que não cansa os olhos no escuro. O painel é completo, com velocímetro, conta-giros, indicador digital do nível de combustível e de temperatura da água. Nas versões mais completas, existe ainda o computador de bordo.

Dinâmica - O Renault Duster é um autêntico utilitário esportivo: pela concepção, desenho externo, espaço interno, altura livre em relação ao solo e pela disponibilidade de dois tipos de tração 4x4 e 4x2.

O novo modelo da Renault permite ao motorista guiar em outros tipos de terrenos, além do asfalto, graças, por exemplo, aos bons ângulos de entrada e de saída: 30 graus e 35 graus, respectivamente.

Outro fator determinante para um bom fora-de-estrada é a altura livre em relação ao solo, que no caso do Renault Duster é de 210 mm, o que permite ao novo SUV da Renault superar subidas e descidas, irregularidades presentes nos terrenos fora de estrada, além de terrenos alagados. Por falar em terrenos alagados, em testes realizados pelos técnicos da Renault do Brasil, o Duster venceu regiões alagadas com até 400 mm, adversidade comum nas grandes cidades brasileiras principalmente durante as chuvas de verão e em alguns trajetos off-road.

O Renault Duster foi feito para quem realmente quer ou precisa de um utilitário esportivo com tração nas quatro rodas. O controle é feito pelo motorista, que tem no painel um botão com as posições 2WD, Auto e Lock.

No modo 4x2 (2WD) a distribuição de torque é feita nas duas rodas frontais e, em condições de piso seco e aderente, o motorista conseguirá otimizar o consumo de combustível do veículo.

Na posição “Auto”, a distribuição do torque é feita entre os eixos dianteiro e traseiro, conforme a aderência do piso pelo qual estiver trafegando o utilitário esportivo. Tal comando permite a melhor adequação entre dirigibilidade e tração e auxilia o motorista em situações difíceis.

A função “Lock” permite ao veículo trafegar em condições de terreno mais adversas, como na lama e na areia. O mecanismo deve ser usado sempre que o veículo trafegar por trechos que ofereçam o mínimo de atrito e é fundamental, por exemplo, quando um dos pneus perde contato com o solo ou patina por absoluta falta de aderência.  A função “Lock” é programada para ser desativada, de forma automática, quando o veículo ultrapassa 80 km/h.

Outro recurso off-road importante oferecido pelo Duster 4x4 é a primeira marcha reduzida, que facilita ao veículo encarar uma subida íngreme e também rebocar.

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Recursos - A versatilidade também está presente no interior do Duster, devido a presença de vários porta-objetos, espalhados pelo interior do veículo, o que facilita a vida a bordo. Além dos tradicionais porta-objetos nas laterais internas das portas e os porta-copos (situados no console inferior, próximos à alavanca de câmbio), o Duster traz ainda um porta-objetos na parte superior do painel e outro situado no painel à frente do passageiro dianteiro, facilitando a acomodação e o acesso de vários itens. Na parte central do teto, está um grande porta-objetos, numa prática peça única que parte do retrovisor interno, bem ao alcance de motorista e passageiro. Entre os dois bancos da frente, também há um compartimento onde podem ser guardados outros objetos.

O Renault Duster começa a ser vendido no mercado brasileiro em seis versões e com duas opções de motor: 1.6 litro e 2.0 litros, ambos 16V Hi-Flex.  “O objetivo é oferecer uma gama completa para atender aos clientes mais exigentes, que valorizam os itens de conforto, detalhes estéticos diferenciados e, também, aos que estão preocupados com o preço”, explica Frédéric Posez, Diretor de Marketing da Renault do Brasil. “Seja para um passeio no campo, para uma trilha ou uso na cidade, o Duster dá conta do recado”, acrescenta. As versões disponíveis são as seguintes:

Duster 1.6 16V: É o modelo de entrada da gama, tem tração 4x2 e traz sob o capô o motor 1.6 16V Hi-Flex, regido por um câmbio mecânico de cinco marchas. Esta versão já vem equipada com roda 16” e os itens de conforto mais valorizados pelos consumidores brasileiros tais como ar-condicionado, direção-hidráulica, vidros dianteiros elétricos, travas elétricas e regulagem de altura do volante. No exterior, retrovisores e para-choques são pretos.

Duster Expression 1.6 16V: Esta versão intermediária também tem tração 4x2, câmbio mecânico e motor 1.6 16 Hi-Flex. Além disso, vem com airbags duplos, banco do motorista com regulagem de altura, vidros elétricos traseiros e alarme. No exterior, diferencia-se pelas rodas de aço estilizada de 16”, barras no teto e a parte superior dos pára-choques na cor da carroceria.

Duster Dynamique 1.6 16V e Dynamique 2.0 16V.  Externamente, chamam atenção as rodas de liga leve (aro 16) e os faróis de neblina. No interior, o volante e a manopla de câmbio são revestidos em couro e o banco traseiro pode ser rebatido (1/3 e 2/3). Entre os itens de conforto estão o computador de bordo, o acionamento elétrico dos retrovisores externos. A segurança é reforçada pela presença do sistema de freios ABS. O opcional fica por conta dos bancos em couro.

Duster Dynamique com câmbio automático: Apresenta todos os itens da versão Dynamique, com o diferencial de contar com o câmbio automático com opção de troca seqüencial. A tração é 4x2 e o motor, 2.0 16V. 

Duster Dynamique 4x4: Um legítimo off-road com tração integral e motor 2.0 16V. Além do sistema de tração, diferencia-se por ter roda de liga leve na cor preta, máscaras negras nos faróis de neblina, pára-choques com duas tonalidades e monograma com a inscrição 4WD (4x4).

O Renault Duster está disponível no mercado nacional em sete opções de cores: Prata Etoile, Azul Crepúsculo, Cinza Acier, Vermelho Fogo, Branco Glacier, Preto Nacré e Verde Amazônia, desenvolvida pela equipe de profissionais do Renault Design América Latina exclusivamente para o mercado brasileiro e que sintetiza a essência off-road presente no projeto do Renault Duster

Mecânica Online - O Duster está disponível com duas opções de motor: 1.6 16V Hi-Flex, presente nas versões de entrada, Expresion e Dynamique; e 2.0 16V Hi-Flex, que equipa as versões Dynamique, Dynamique Automático e Dynamique 4x4. Ambos receberam ajustes específicos, nas partes de eletrônica e mecânica, para se adequarem perfeitamente ao novo utilitário esportivo da Renault.

Motor 1.6 16V Hi-Flex - Utilizado há algum tempo em outros modelos da Renault à venda no mercado nacional, o propulsor 1.6 16V Hi-Flex,  produzido na fábrica de motores da Renault em São José dos Pinhais, notabilizou-se pela  durabilidade, desempenho e economia de combustível.

O motor foi desenvolvido pela equipe de engenharia da Renault Tecnologias Américas (RTA) para equipar o Duster. Entre os pontos trabalhados por eles estão, por exemplo, a nova calibração e adequação da central eletrônica, além da adaptação do grupo motorpropulsor de acordo com características específicas do utilitário esportivo, como peso e relações de marcha. 

Uma das melhorias realizada foi o desenvolvimento do novo sistema de partida a frio com a substituição da eletroválvula pelo quinto bico injetor. Este conjunto permite controlar com mais precisão o tempo e a quantidade de gasolina injetada no coletor de admissão no momento da partida pelo sistema auxiliar.

“Quando o veículo estiver com etanol no tanque, o motorista poderá perceber também que até o tradicional ruído característico da eletroválvula dos sistemas de partida a frio foi reduzido. Embora fosse absolutamente normal, o zumbido incomodava alguns proprietários”, explica Gabriel Bella, engenheiro responsável pela área de desenvolvimento de motor e câmbio da Renault do Brasil.

Instalado transversalmente, o propulsor 1.6 16V Hi-Flex tem duplo comando de válvulas no cabeçote (DOHC, do inglês, Double Overhead Camshaft). Um comando aciona as válvulas de admissão e o outro as de escape. O balancim é roletado, solução que reduz o atrito entre as peças móveis e, conseqüentemente, o consumo. O conjunto mecânico conta com tucho hidráulico, o que dispensa a regulagem das válvulas e reduz o nível de ruído. Equivale a dizer menor necessidade de manutenção.

Com alto índice de nacionalização, este foi o primeiro propulsor multiválvulas do mercado brasileiro a contar com os benefícios da tecnologia bicombustível. Quando abastecido com gasolina, Duster equipado com o motor 1.6 16V Hi-Flex desenvolve 110 cv de potência (5.750 rpm) e 15,1 kgfm de torque máximo (3.750 rpm). Com etanol, são 115 cv (5.750 rpm) e 15,5 kgfm (3.750 rpm). A força se reflete nos números de desempenho. O Renault Duster oferece segurança nas ultrapassagens e apresenta bons índices de retomada de velocidade e aceleração. Alimentado com gasolina, o Duster vai de 0 a 100 km/h em 12,3 segundos e em 11,9 segundos com etanol. A velocidade máxima é de, respectivamente, 163 km/h e 165 km/h.

Motor 2.0 16V Hi-Flex tem significativas evoluções - Os profissionais brasileiros também dedicaram uma atenção especial ao propulsor 2.0 16V Hi-Flex, que teve inúmeras evoluções, visando adequá-lo às características do Duster e às exigências dos clientes brasileiros. Entre as evoluções realizadas destacam-se:
- Nova central eletrônica de maior capacidade com novo software;
- Elevação da taxa compressão de 9,8:1 para 11:1.;
- 5ª válvula injetora de combustível (partida a frio);
- Novo cabeçote;
- Novas válvulas de admissão;
- Novas válvulas de escape;
- Novas guias de válvulas ;
- Novas válvulas injetoras de combustível;
- Novos acentos de válvulas;
            - Novos pistões;
            - Novos pinos dos pistões;
            - Novos anéis corta fogo;
- Novas polias;
- Nova tampa de distribuição;
- Novo suporte do alternador

Os resultados de todas essas evoluções foi o aprimoramento das curvas de desempenho desse propulsor, o que consequentemente, melhorou a sua eficiência e a performance.

O desenvolvimento do sistema bicombustível foi todo feito no Brasil, com nova central eletrônica com maior capacidade de armazenamento de dados, nova calibração e adoção de quinto bico injetor. As mudanças proporcionaram um ganho de torque em baixas rotações e melhoria no nível de consumo de combustível.

Em termos de implantação, foram necessárias modificações no bloco do motor e no cárter de óleo para permitir passagem do módulo 4x4; nas fixações do suporte dos semi-eixos dianteiros, que trazem melhorias acústicas; nas peças ligadas à admissão de ar, como tubos e ressonador.

Este propulsor 2.0 16V Hi-Flex pode trabalhar em conjunto com um câmbio manual de seis velocidades ou automático, que também possibilita a troca manual de marchas. Equipado com este motor bicombustivel, o Renault Duster desenvolve a potência de 142 cv (etanol) / 138 cv (gasolina) a 5.500 rpm e torque máximo de 19,7 kgfm (gasolina) / 20,9 kgfm (etanol) a 3.750 rpm.

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Potência e torque domados pelos câmbios manual ou automático - O câmbio automático do Renault Duster possui uma central eletrônica “inteligente”, que avalia, a todo instante, qual a melhor marcha para determinada situação ou o melhor momento para a troca de marchas, em função do estilo de condução do motorista. Essa central trabalha levando em consideração uma série de parâmetros, como rotação do motor, abertura da borboleta e velocidade de acionamento do pedal do acelerador, além de velocidade do carro e carga do veículo.

Este câmbio automático também conta com a função “Kick down”. Acionada quando o motorista pisa até o fim, e de forma rápida, o pedal do acelerador, a central eletrônica avalia e realiza a redução de uma ou duas marchas, conforme os dados avaliados por ela. Essa operação melhora a aceleração disponível, como, por exemplo, na realização de ultrapassagens.

Para os motoristas que não abrem mão da interação com o veículo, o câmbio oferece opção de troca sequencial de marchas. Para isso, basta mudar lateralmente a posição da alavanca. Desta maneira, as machas podem ser passadas com leves toques: para cima (aumenta a marcha) e para baixo (redução de marchas).

O câmbio de cinco marchas que equipa o Duster 1.6 16V Hi-Flex é fabricado no Chile e é da mesma família que está, por exemplo, no Sandero. Porém, para aplicação no utilitário esportivo, utiliza-se um câmbio com maior capacidade de torque (20,4 kgfm ao invés de 16.3 kgfm), dimensionado para um veículo com proposta de uso mais severa, como o Renault Duster.

O câmbio manual do Duster 2.0 16V Hi-Flex teve a relação de marcha especialmente desenvolvida para o mercado brasileiro, já que o modelo comercializado na Europa não conta com essa opção de conjunto mecânico.O câmbio automático, por sua vez, recebeu novo conversor de torque e teve uma nova calibração da central eletrônica, adaptada ao funcionamento e comunicação com a central eletrônica do motor bicombustível.

Já o câmbio que equipa a versão Dynamique 4x4, possui a primeira marcha reduzida e é o mesmo que equipa a versão comercializada na Europa, já que, durante as pesquisas realizadas com os clientes brasileiros, foi possível concluir que as relações dessa caixa atendiam às necessidades e anseios dos consumidores, proporcionando agilidade nas arrancadas e boas retomadas de velocidade.


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